A LATAM cancela meu voo, não aceito as propostas bizarras e ganho ressarcimento

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Em abril de 2026, eu e Bruno fomos visitar nossos queridos matutinhos Carla e Ugo em Natal. Foram dias de risadas e afetos. Depois fui sozinha de ônibus pra João Pessoa e o Bruno voltou pra Brasília.

By the way: peguei pelo clickbus um ônibus muito bom, fui no segundo andar na primeira fileira com toda a estrada à minha frente. Rodovia duplicada, muito boa, viagem de 3 horas apenas, pela Viação Progresso. Paguei R$ 60,60. Fica a dica. 

Passei 3 ótimos dias em João Pessoa, encontrei minha família lá, peguei muita praia e alguma chuva. Reservei minha viagem de volta pela LATAM pra sexta-feira, dia 10 de abril, já que eu e Bruno estaríamos comemorando os 33 anos de relacionamento. Meu voo era direto JPA/BSB saindo de lá 11:55 e chegando em Brasília às 14:40… Tudo ótimo, daria pra comemorar o evento com Bruno, mas…

Chegou um aviso no meu WhatsApp às 8h da manhã, quando eu já tinha tomado banho, colocado a roupa de viagem e ia me preparar pra descer e tomar café da manhã: “Seu voo LATAM foi cancelado.”

Respira.

Cancelaram meu voo

Naquele momento, começa aquele misto de incredulidade com cálculo mental. “Ok, cancelaram. Mas vão me colocar em outro voo, né?”. Ingenuidade minha.

Abro o link. A única opção oferecida: sair de João Pessoa às 18:45, com conexão em São Paulo, chegando em Brasília às 02:20 da madrugada do dia seguinte.

A proposta bizarra da Latam

Sim, você leu certo.

Transformaram um voo direto de menos de 3 horas em uma epopeia de mais de 7 horas, com direito a madrugada em aeroporto. E, claro, adeus comemoração.

Na hora já fui pro modo resolução. Entrei em contato pelo WhatsApp da LATAM Airlines. Perguntei tudo que você pode imaginar:

– Tem voo mais cedo?
– Pode ser com conexão via Recife?
– Ou Salvador?
– Pode me colocar na GOL Linhas Aéreas que tem voo direto saindo às 17h20 de João Pessoa?

Resposta padrão, repetida como mantra:
“Não há disponibilidade.”

Enquanto isso, o relógio correndo.

E aqui entra uma coisa importante: eu não estava tentando “melhorar” minha viagem. Eu estava tentando minimamente manter o propósito dela. Chegar em casa num horário decente. Celebrar uma data importante.

Nada demais.

Mas, para a LATAM, parecia irrelevante.

LATAM irredutível

Diante da ausência total de solução razoável, tomei a única decisão possível: comprei outra passagem. Caríssima. R$ 3.710,99 na GOL. Doeu? Doeu. Mas era isso ou perder completamente o dia. Recusei a proposta da Latam e solicitei reembolso das minhas 18 mil milhas.

Voltei pra Brasília no mesmo dia, mas já sem o mesmo clima. O jantar que o Bruno tinha reservado? Cancelado. 

Mas a história não termina aí.

Depois começou a segunda saga: a negociação.

Negociações

Na segunda-feira, dia 13 de abril, entrei com reclamação contra a Latam no Reclame Aqui, Consumidor ponto gov e ANAC. Respostas rápidas. Primeiro, a LATAM me ofereceu R$ 2.000 em crédito. Crédito. Não dinheiro. Não ressarcimento. Crédito com validade de um ano.

Claro que não aceitei.

Depois subiram para R$ 3.019. Ainda em crédito. Imagina passar um ano tendo que procurar passagens pra gastar o crédito. Totalmente desproposital. Se ainda os créditos fossem vitalícios…

E aqui vem o detalhe curioso: sendo cliente com status mais alto no programa deles, eu já tenho bagagem e escolha de assento. Ou seja, esse crédito me obrigaria a comprar passagens futuras (talvez mais caras) só pra conseguir usar o benefício.

Faz sentido? Nenhum.

O prejuízo foi real, imediato e financeiro. Não é algo que se resolve com um “vale viagem”.

Resultado: recusei.

No mesmo dia eles ofereceram os mesmos R$ 3.019, agora em depósito em conta. Aí, sim, começou a ficar bom. Eu já estava com petição pronta para o Juizado de Pequenas Causas, mas isso demora e ainda temos a possibilidade de pegar um juiz maluco que dê ganho de causa para a LATAM (sim, isso acontece). E se for seguir pra segunda instância, tem que arrumar advogado, aí vem mais dinheiro e chateação. Por isso, aceitei o crédito no valor menor do que eu havia pago na Gol. Mas ainda perto, por causa das milhas LATAM reembolsadas. 

✈️ O que eu aprendi (e vale pra você)

  1. Não aceite a primeira opção
    Companhias sempre começam oferecendo a pior alternativa.
  2. Peça tudo, explicitamente
    Outras rotas, outras companhias, horários diferentes.
  3. Registre tudo
    Prints salvam vidas (e processos).
  4. Se precisar comprar outro voo, documente o motivo
    Isso faz TODA a diferença depois.
  5. Crédito para usar na empresa não é solução (na maioria dos casos)
    Principalmente quando o prejuízo foi em dinheiro.

No fim, a viagem foi linda. Os encontros valeram muito. Mas o retorno virou aula prática de direito do consumidor.

E a comemoração?

A gente comemorou em casa mesmo. Porque, no fim das contas, 33 anos de história não se abalam com um voo cancelado.

Mas que deu vontade de cancelar a LATAM da minha vida… deu 😄

 

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