Tudo sobre Alter do Chão
Você já ouviu falar em Alter do Chão, no Pará?
Eu tinha o Alter no topo da minha lista de desejos há anos. Fica no meio do Pará e é um lugar abençoado pela natureza, pode acreditar!
Se sua intenção for conhecer as maravilhosas praias de rio, com bancos de areias branquinhas e paisagens estonteantes, o Alter só é bom no segundo semestre. Isso porque o ano se divide em inverno (quando chove, no primeiro semestre) e verão (segundo semestre, época de seca, as águas baixam e surgem as praias). As paisagens são COMPLETAMENTE diferentes. Vi fotos de Alter e região na época da cheia e praticamente não dá pra reconhecer.
Como eu tinha certeza que queria conhecer o Alter na época das praias, escolhemos o final de outubro para visitar.
Como chegar em Alter do Chão
Tem voo direto de Brasília a Santarém (uhuuuuuuu). Santarém fica a apenas 30 km de Alter do Chão. Alugamos um carro em Santarém e ficamos motorizados durante os 7 dias que passamos lá. É certo que a maioria dos passeios é feita de barco, mas em alguns pontos, foi muito bom alugar um carro:
- passamos os dois primeiros dias numa pousada boutique, Villa Arumã, muito linda, mas um pouco distante do centrinho. O carro foi muito bom.
- Visitamos as praias do Pindobal (maravilhosa!!!!!!!!!!!!!) num dia e da Ponta das Pedras em outro, as duas com acesso por carro. Mas um ponto para ficar de carro por lá.
Como é a vila de Alter do Chão?
Lindinha! Em frente à vila do Alter, fica a Ilha do Amor, onde na seca dá para ir a pé, atravessando uns 5 metros de rio pelo joelho. Mas já soube que nas outras épocas, é preciso pegar um barquinho para atravessar.
Lá na Ilha do Amor tem várias barraquinhas de praia (que ficam alagadas na época da cheia, eu já vi fotos). E tem o Morro da Piraoca (que a galera chama obviamente de Piroca). É o ponto mais alto daquela região. São 2km de caminhada até o pico, contando a partir da trilha que sai do final da praia do Amor. Subimos bem ao meio-dia, um calor insuportável, nos últimos 200 metros a subida é um pouco íngreme, mas a vista lá de cima compensa demais!!!!
Ah, uma coisa que você tem que saber sobre as praias de rio lá na região do Alter: são mornas, deliciosas, nunca você vai sentir frio! E como a água é doce, você não sai com aquela sensação pegajosa de quando entra no mar. Mas tem que ter um cuidado: as praias de lá têm arraias!!! A dica é entrar arrastando o pé na areia para não pisar numa sem querer e levar uma ferroada.
E a comida paraense?
Minha família materna é da região amazônica. Minha mãe amava Belém e ela me transmitiu esse amor pela cultura e, principalmente, pela comida paraense. Eu já sabia que ia comer muito bem e me fartar! E não deu outra: jambu, tucupi, pirarucu, tucunaré, surubim, frutas deliciosas, só coisa boa.
Alter tem vários restaurantes, até provamos alguns, mas fomos no primeiro dia no Ty Comedoria e nunca mais queríamos ir em outro lugar. Além de ter música ao vivo muito boa (com direito a carimbó e muita dança na areia do restaurante), eles servem pratos elaborados MUITO bons!!!
Pirarucu com banana da terra e redução de tucupi. Pense numa coisa divina!!!!
Onde ficar em Alter do Chão?
Nós ficamos em duas pousadas quando estivemos lá. A primeira foi a Villa Arumã, pousada misturada na natureza, estilo boutique, tudo muito bem pensado e um café da manhã simplesmente maravilhoso. O único porém é que era um pouco longe do centrinho, com ruas de terra, talvez um pouco chato para ir a pé, mas estávamos de carro.
A outra foi a Casa Saimiri, inaugurada em 2021, muito aconchegante, donos sempre presentes. O café da manhã era uma festa entre os hóspedes, todo mundo dando dicas e conversando sobre os passeios. Ela fica a poucas quadras do centrinho e da orla.
É bom salientar que uma coisa HIPER importante em Alter do Chão é o ar condicionado. Estamos na Amazônia e faz CALOR O TEMPO TODO!!!
Piracaia
Pense num luau (não tinha lua, mas tudo bem) na areia da praia, com esteiras estendidas no chão, open bar de drinks e cerveja, uma galera muito talentosa tocando carimbó, e ainda incentivando homens e mulheres a entrarem na dança. Somado a isso tudo, um churrasco de peixes amazônicos deliciosos, como pirarucu e surubim, com os acompanhamentos dos deuses como feijão de Santarém, e vários outros.
Essa é a Piracaia, nesse caso, o Pirarimbó, de que participamos quando estávamos lá. O evento só acontece nos meses de seca, porque nos outros não tem praia. Adorei! Uma vibe muito boa. A galera nos levou pra lá de barquinho.
O preço não é barato, mas acho que valeu pela estrutura e toda a vibe: R$ 300 por pessoa… a única ressalva: o banheiro era ao ar livre hahahaha.
Passeios de barco
São várias as opções de passeio em Alter do Chão, mas só fizemos dois: o Canal do Jari e o Rio Arapiuns.
Fiquei na dúvida se fazia passeio em grupo ou em tour privado. Mas o valor do tour privado (R$ 1.000 para o casal) me tirou a dúvida e os dois passeios que fizemos foram em grupo mesmo (R$ 200 por pessoa, cada passeio).
Fizemos com a Cuicuera Tour, e achei muito bom. A lancha é bem confortável. Mas isso é história pra outro post.
Estive em Santarém e Alter do Chão em 2006. Tanto a Vila como a cidade são lindos. Parabéns pela postagem Adriana.
REalmente, é um lugar abençoado!